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quinta-feira, agosto 19, 2010

Google e suas "falhas"

Acho que estou numa fase "infográfica". Quem me conhece sabe que sempre adorei esse tipo de visualização - até porque sou muito visual para tudo o que projeto.

Esse aqui é decorrente do anúncio de encerramento de mais um produto Google, o Wave, aquela coisa que muita gente (inclusive eu) tentou usar sem saber o que fazia e para que servia. Acho que todos buscavam uma explicação lógica e/ou razoável, mas ninguém conseguiu entender - nem quem criou; não colou.

Na esteira de mais uma morte de um produto (milhares deles morrem por dia e isso é parte natural do ciclo), o pessoal da WordStream resolveu buscar os erros que está "traduzido" neste infográfico, Google's Biggets Product Flops and Failures, bem legal.

Olhando todos os serviços vi que já utilizei quase todos, inclusive o que está (pelo infográfico) fadado a ter placa R.I.P. (Rest In Peace) sendo já desenhada; questão de tempo. Dá uma olhada.



terça-feira, janeiro 12, 2010

Have a 2010 good meetings!

First off all, have a wordeful 20/10! I hope you can do all the best for you, for your time, for your life.

In the spirit of the New Year, here is my principal business resolution and I suggest you think about it. If I done this well would be plenty - and I will!

Good meeting rhythm

I want to keep my strategic plan alive for my business and I will set aside 20 customer's meetings each month (minimum) adding two-hour meeting with the management team work only on strategic matters .Support the day2day workings of the business by holding weekly one-hour operational meetings. Start the year afresh by booking these meetings in the calendar and make the meetings non-negotiable, no one should be too busy to attend.

The presentations and documents related to show will be create using some techniques such slides shared by Barbra Gago and Scott Schwertly (thank you both) as a follows:







sexta-feira, novembro 13, 2009

Widgets, Gadgets e afins (e grátis)

Widgets, gadgets e toolbars tem feito um sucesso tremendo. Já conhecia uma empresa dedicada quase que exclusivamente ao desenvolvimento de toolbars - se você quiser faça a sua aqui. Aí aproveitei, e testei meus "gets" da vida...








E esse aqui...



quinta-feira, julho 30, 2009

A vida pode ser on demand... inclusive para livros.



Não faz muito tempo, mas já coloquei como meta escrever um livro - a bem da verdade, vários. É uma daquelas coisas que a gente quer deixar além do digital.

Graças aos livros estou aqui hoje vivendo o digital e, apesar de ler sobre telas o tempo todo, não abandono o hábito do livro. Confesso que estou "trocando" o papel cada vez mais por telas, tanto que na minha "lista de desejos" tem uma briga entre o Kindle (agora finalmente com leitor para PDF também), o Crunch Pad - já escrevi sobre ambos - e, com a minha demora em comprar, um Sony com o seu Reader Edition e o Pocket.

Mas como o assunto é livro descobri um site lançado no final de Maio para tirar meu rascunho da gaveta (meu HD), o Clube de Autores que já deve estar a caminho dos primeiros mil títulos em poucos meses. Funciona assim: você escreve, faz o upload, determina quanto deseja ganhar por venda (você é quem determina a sua margem) e disponibiliza na loja do Clube sem pagar nada por isso. E aí entra o e-commerce, sem tiragem mínima ou qualquer outro comprometimento.

O Clube tem algumas regras, mas fáceis, acessíveis, e com uma série de sugestões para capa - se você não estiver inspirado. O preço de custo de cada livro - 100 páginas, aproximadamente - é de R$ 30,00.

Acho que muita gente como eu vai começar a escrever e montar uma biblioteca em casa com os seus escritos. Vai ser divertido.


Giancarlo Colombo

sábado, julho 18, 2009

Os "Y" e seus mitos

Muitas das verdades sobre as atividades e as formas de conquistar os jovens adultos já não valem mais. Vi uma pesquisa recente chamada "Young Adults Revealed", feita pela Synovate com 12.603 (!) jovens de 18 a 24 anos, em 26 países. A iniciativa foi da Microsoft Advertising para compreender melhor os Y; tem uma apresentação bem interessante.


Coisas como "adoram música, mas não querem pagar por ela e adotam de forma frenética as novas tecnologias; consideram que a família serve apenas para socorrê-lo nos momentos de apuro; são consumidores de drogas e álcool, tendendo ao extremo; interagem intensamente nas redes sociais, mas não gostam de relacionamentos duradouros; são indolentes, sedentários, com um grau elevado de irresponsabilidade" aparecem atribuídas a estes jovens como mitos, desde o surgimento da internet. Vale lembrar que muito disso decorre da "pensada" relação intensa que os "Y" tem com a web. Essa pesquisa veio então para derrubar estes mitos que algum dia alguém escreveu, outro achou que fazia sentido e aí veio o senso (in)comum de que eles (os Y) são assim.


O ponto "descoberto" é que os "Y" estão preocupados, sim, com uma educação de qualidade e uma boa carreira. Diferente do que se pensa, 41% esperam para ver em relação à uma nova tecnologia. Mais da metade pratica esportes ou faz alguma atividade física com frequência e tem como sua atividade preferida a companhia do parceiro; poucos bebem para ficar bêbados.

Tem um ponto relevante e interessante quanto a uma das poucas instituições sociais vivas: a coisa mais importante na vida destes jovens é a família — 77% passaram algum tempo com suas famílias na semana anterior, mesmo que só 49% vivam na casa dos pais. Os "Y" ainda afirmaram que na semana anterior à pesquisa haviam lido mais livros do que acessado as redes sociais, o que dá a idéia de valor que existe ainda nas relações sociais reais.

25% assiste com frequência comerciais e clips de marketing em sites de vídeo e em outros sites de redes sociais. Quase a metade já clicou em anúncios e banners, e um mesmo número já carregou conteúdos de marcas e produtos no Messenger ou por SMS. Aliás, diz a pesquisa que em média esse jovem gasta aproximadamente US$ 100 por mês com seu equipamento móvel.

A importância da música nesta faixa etária está caindo, assim como seu valor enquanto veículo de promoção de marcas, porém, esse grupo tem disposição para se relacionar com as marcas e produtos.

Agora tem algumas constatações bem mais explícitas que é só olhar para dentro de casa e ver: o PC passa a ser o principal dispositivo de mídia; não dá prá viver sem ele, diferentemente da TV que está sendo deixada de lado por estes jovens - numa relação de 1 que não assiste para 7 que ainda usam. Há um longo caminho ainda mas veja alguns dados: dois terços desse grupo baixam conteúdo de TV por downloads ou streaming uma vez por semana. Li uma post recente no site da CISCO, falando sobre a "killer application" do futuro, o vídeo. É uma tendência sem volta. Email virou coisa de "véio" - como já postei por aqui.

Entra também um ponto importantíssimo: os padrões de consumo de mídia mudaram muito rapidamente - e com eles o papel das redes sociais, dos comunicadores instantâneos - estou começando a achar que o meu Twitter é exatamente isso, mas em escala bem maior, um "comunicador social instantâneo" - e dos shows de mídia online e inevitavelmente continuarão a mudar. Você tem ainda alguma dúvida?

Giancarlo Colombo

quarta-feira, junho 17, 2009

As redes digitais na publicidade

Hoje saiu no AdNews uma notícia que não tem como ser comentada justamente porque é curta e tem seu conteúdo baseada num vídeo sobre o tema.

Como ele (o vídeo) já diz por si só toda a preocupação e a falta de entendimento do meio publicitário sobre a economia digital, nada melhor do que coloca-lo aqui com o respectivo crédito.

Let's singing: Tech has taken us for a ride, Algorithms got me cross-eyed" - hilário, e real! Aliás é impressionante a voz "cover" do Don McLean.

GC
..........................

O impacto dos meios digitais na publicidade


Em busca de modelos de negócio mais eficientes e novas formas de atingir seu público, diversas empresas têm deixado de lado os investimentos publicitários em mídias tradicionais para apostar nos meios digitais.

Com cerca de 9 minutos de duração, um vídeo postado no YouTube mostra o declínio das mídias tradicionais causado pela 'revolução' digital. Parodiando a música "American Pie", de Don McLean's, o autor tem como foco principal a Madison Avenue, conhecida por ser o reduto da indústria de publicidade nos EUA.




segunda-feira, abril 27, 2009

Web cresce sem lucro nos países em desenvolvimento


Apesar de registrarem seus maiores crescimentos de audiência nos países em desenvolvimento, sites como Youtube e Facebook ainda não estão comemoram resultados. do ponto de vista comercial. Mesmo sendo uma boa notícia, esse notável aumento no número de usuários também é uma das grande preocupações dessas e de outras empresas da web que dependem dos lucros com publicidade para sobreviver.

Segundo notícia publicada paleo "New York Times", o motivo dessa contradição seriam os altos custos de operação dessas regiões. Em países como Índia, Brasil e Turquia, onde esse serviços já dobraram o número de usuários, as companhias precisam de mais servidores para que o conteúdo seja disponibilizado, mesmo que serviço da banda larga seja limitado. Além disso, essas regiões geram menores resultados com publicidade online

Em sites de compartilhamento de vídeos e fotos, e nas redes sociais esse problema chega a ser mais grave. No último ano, o Veoh, portal de vídeos operado em San Diego, bloqueou seu serviço para os usuários da África, Ásia, América Latina e Europa Oriental.

Segundo Dmitry Shapiro, o executivo-chefe da companhia, esses usuários consomem muita capacidade dos servidores para pouco retorno financeiro. "Eu acredito em uma comunicação livre, mas essas pessoas são 'famintas' por este conteúdo. Eles se sentam e assistem, assistem, assistem. O problema é que isso consome a capacidade da banda. Além disso, é muito difícil obter receita a partir deles", completou Shapiro.

Baseados no modelo mundial de construção de grandes audiências globais com serviço gratuito e faturas pagas apenas com a publicidade, muito desses serviços sentiram a realidade da economia global. Mesmo existindo 1,6 bilhões de pessoas com acesso à internet no mundo, menos da metade delas possui renda suficiente para atrair grandes anunciantes.

Para Michelangelo Volpi, CEO da Joost, esse é um problema que toda empresa de internet tem. "Sempre que você tem uma grande quantidade de material sendo acessado pelos usuários, sua banda também está sendo utilizada na Ásia, no Oriente Médio, na América Latina, onde a banda larga é caro e as taxas de publicidade são ridiculamente baixas. Se as empresas de web realmente querem ganhar dinheiro, elas devem bloquear seus serviços em todos os países", completou Volpi.

Para não tomarem medidas drásticas, muitas empresas estão buscando formas diferentes para oferecer seus serviços nos países em desenvolvimento. Uma nova versão do MySpace está sendo desenvolvida para os países que possuem ligação com a internet mais lenta. Com 45% da sua audiência concentrada fora dos EUA, a nova versão do site deverá ser utilizada principalmente na índia, onde o serviço possui cerca de 760.000 usuários.

Já o Youtube e o Facebook, estudam diminuir a qualidade dos seus vídeos e fotos como forma de reduzir as despesas. De acordo com Tom Pickett, diretor de vendas e operações on-line no YouTube, a possibilidade de restrição de banda em certas regiçoes também não está descartada. "Podemos optar por definir um limite para o quanto estamos dispostos a pagar em custos de banda", disse Pickett.

Ainda assim, alguns empresários ainda lutam contra a idéia de restringir seus sites em grande parte do mundo. "A parte de mim que quer mudar o mundo diz, 'Isto é injusto, não deveria ser assim. Por outro lado, olhando pelo lado dos negócios, disponibilizar vídeos para todo o mundo é insustentável neste momento", completou Shapiro.

Fonte: New York Times

quinta-feira, abril 02, 2009

Wikipedia x Encarta

A Microsoft afirmou que vai fechar todas as atividades de sua enciclopédia eletrônica Encarta até junho. O anúncio foi feito no site da empresa, onde ela reiterou a importância da ferramenta: "a Encarta foi um produto popular no mundo todo por muitos anos". A enciclopédia foi distribuída em vários países em CD-ROM e também podia ser consultada via internet.

A medida seria um reconhecimento do avanço do Wikipedia que agora é a mais conhecida referência on-line nesse segmento. A Microsoft ainda afirmou em seu site que "a categoria tradicional de enciclopédias e materiais de referência mudou: agora o público procura e consome informação de formas consideravelmente distintas às de poucos anos atrás".

Enquanto a Encarta apresentava um produto finalizado, com atualizações recorrentes, já a Wikipedia publicaria dados que são atualizados com mais frequência, mesmo quando a checagem é necessária.

A Wikipedia já apresenta as novidades sobre a Encarta, em seu artigo em inglês está escrito, que a Microsoft anunciou em 2009 que vai encerrar a venda da Microsoft Student e outras versões do Encarta Premium em todo o mundo, até junho desse ano.

O site ainda afirma o seguinte: "A Microsoft citou as mudanças na forma como as pessoas procuram informação e no mercado tradicional de enciclopédias e materiais de referência como razões-chave". As informações publicadas pela Wikipedia têm como base o que foi anunciado pela empresa.

A Microsoft também afirmou que os assinantes da MSN Encarta Premium que pagaram pelo serviço serão reembolsados.

Fonte: Folha

quarta-feira, março 04, 2009

Mobile Marketing e seus anunciantes


Faz um certo tempo que não falo sobre Mobile Marketing, um mercado ainda incipiente e com grandes oportunidades de crescimento considerando que ultrapassamos em dezembro passado a barreira de 150 milhões de celulares, e de grande trabalho pela frente pois só 7% destes usuários usam a Internet nesses aparelhos.

Estes usuários - até onde percebo - são aqueles formadores de opinião, tipicamente que vivem em grandes concentrações urbanas, usam smart phones (muitos deles corporativos), parte significativa é da geração touch (iPhone, similares e genéricos), e não engolem qualquer tipo de mensagem. E aí retorno no que comentei há muitos posts atrás sobre o medo das agências sobre os processos digitais; sempre paramos neste ponto. Elas destinam menos que 5% do bolo publicitário, optando (de novo, mesmo com o IBOPE caindo dia após dia) para a TV aberta, jornais e revistas - nesta ordem.

Lembro que quando tive oportunidade de ajudar a Lucent na venda da rede 3G da Vivo, o mercado ainda caminhava com os players de aplicativos buscando oportunidades nas operadoras, com modelos de negócio sem definição - aliás, lembro que muitos deles tinham que pagar para trafegar seu game ou
MMS
na operadora.

Felizmente o modelo mudou e hoje já temos melhores experiências e em mobile surgiu o conceito de AdNetwork, que é uma estratégia para unir os players e valorizar o mercado de mobile advertising. É a forma encontrada para valorizar o espaço publicitário em celulares - a melhor por enquanto, diga-se de passagem.



Outra coisa que vale contar aqui é que quando gerenciava a área de tecnologia da Parmalat, lancei o primeiro web site para Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do país - isso em dezembro de 1995, no quinto mês de vida da Internet comercial no país.; sucesso total na época, ficou com o mesma construção por (pasme) 8 longos anos quando então mudaram a estrutura do WebSite.

Hoje recomendo que se faça o mesmo, investindo num site para Mobile, atraindo anunciantes. Se você tiver dúvidas quanto a potencialidade, veja essas métricas da
AdMob Mobile Metrics Report.

Quando tivermos mais anunciantes (derivados das estratégias das agências) e ações bem estruturadas dos grandes veículos de mídia do país, poderemos enxergar melhor a potencialidade do Mobile Marketing. E, para ilustrar um pouco tudo isso, segue aqui uma lista do "Best Mobile Sites 2007 Edition" do pessoal da
Ziff Davis Media, que vive para isso mesmo - e gostam do que fazem (artigo em inglês).



GC

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Os mesmos modelos para novas situações. Até quando?


Não dá para comparar a tecno-dependência que temos hoje frente aos anos 90 - só para citar uma data não muito distante.


Ela - a dita dependência - está nas facilidades integradas dos smartphones, no peso e tamanho interessante do netbook, no MP3 que está sendo ouvido agora por 5 em cada 10 pessoas que rodeam você, nos monitores de plasma/LCD - no interior dos metrôs, dos elevadores, dos ônibus, nos shoppings, nas padarias, lojas de conveniência, salões de beleza dentre outros locais (aliás, você já parou para pensar nessa invasão?!)-, nos notebooks que tiveram um crescimento recente fenomenal, nos inúmeros gadgets que circundam a nossa vida digital e, finalmente, na mobil-dependência, o telefone celular.


Apesar disso tudo, muitas empresas continuam, há mais de uma década, em um sono profundo investindo em comunicação e relacionamento da mesma forma como sempre fizeram. A onda da inovação parece que passa ao longe dos que pensam comunicação nestas empresas. Autorizam campanhas que abordam apenas TV, mídia impressa, rádio e fundamentam os investimentos em medições estimadas, baseadas geralmente apenas no número de pessoas que podem ser impactadas. Parece que nada mudou.


Essa mesma empresa muitas vezes faz uso de todas as facilidades tecnólogicas usando voz sobre IP em suas ligações a distância, empregando educação a distância, distribuindo PDAs e notebooks, usa intensamente video-conferência, e muitas chegam até aos blogs, além de incentivar seus colaboradores a trabalhar em regime home office - e por aí vai. Tudo isso mostra que a empresa é plugada. Mas, só!

A liderança não tem normalmente a percepção da riqueza do meio digital para operar e crescer. Questões de relacionamento com os clientes? Call Center neles. Email neles. Mail Marketing neles. Há um pé encravado no lado velho, no lado do paradigma para continuar fazendo apenas o que sempre deu certo: publicidade em TV, rádio e mídia impressa.
Esses líderes convidados a falar sobre mídia digital pensam em HotSite, banners, um video - no máximo. Quem está no meio tem outra visão, mais holística, apontada para o que vem acontecendo, trabalhando com mídias sociais, atrair usuários pelos buscadores, campanhas integradas, enfim, um arsenal de novas possibilidades que não acontecem por falta de visão digital da agência.

As vantagens do meio digital são impactantes. Rastreamento, perfil de uso, precisão na ação comercial ou de marketing realizada, target preciso, tudo tabulado rapidamente. Problemas na campanha? Ajuste imediato, totalmente diferente do meio tradicional. Os próprios usuários trabalham essas experiências de mudança e adaptação, ajudando a empresa a acertar. Uma experiência totalmente nova (ooops, é novo - volta para o anterior). Claro que existem tentativas louváveis de grandes empresas (como a GM e Intel, por exemplo), mas são ainda muito tímidas e diria até conjunturais; não estruturais - como gostaria.


Reconheço que o poderio de massa da TV não acaba tão cedo, mas é evidente que caminhamos para coisas bem mais dirigidas, para micro-públicos, extremamente segmentadas. E espero que reconheçam que a TV nunca mais vai voltar a ser como antes, e não me venham com essa história de que a TV vai recuperar-se frente a Web. Ela pode ser o meio para navegar porque tem, antes de mais nada, uma tela. Mas, tal qual ela, outras telas neste mundo de telas digitais farão a mesma função, principalmente as telas móveis. Ou seja, aquela audiência absoluta felizmente não mais acontecerá.
Isso tudo é para questionar os modelos, a falta de visão digital, a falta de ver que a sociedade consome de forma diferente, que precisa de mecanismos de pesquisas dinâmicos e não mais os tradicionais.

O mundo digital vem se estruturando e especializando muito rápido. E tem muita gente vendo o trem passar.
As empresas deveriam caminhar na construção de marcas e plataformas de relacionamento estruturadas para quem consome seus produtos e serviços,. Deveriam exigir mais de suas agências, mostrar a elas que a vida caminha por telas e o consumo segue essa direção. Se você tem dúvida, pare e pense sobre seu consumo de comunicação há alguns anos e hoje... Sua dúvida sumirá em alguns segundos. Você pode ter certeza que em alguns anos ele será maior ainda.


GC

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Vídeos online crescem dia-a-dia

É inegável a mudança de comportamento com a Internet e cada vez mais isso fica evidente. .

Executivos de mídia, agências, todos sem exceção tentam buscar com modelos "vencidos" (out of date), ultrapassados, uma explicação frente a interrogação com a qual deparam. Mudou a mídia, mudou o comportamento e, assim, muda o modelo. Como aferir algo novo com antigos instrumentos? Vejamos algo.

O último mês do ano passado foi o melhor mês no quesito audiência para os vídeos online nos Estados Unidos. Quase 150 milhões de americanos (ou 80% da audiência total da internet no país) assistiram a mais de 14 bilhões de vídeos na web, segundo a comScore.

De acordo com o portal Techradar, esse número registra um aumento de 13% em relação do mês de novembro e representa uma média de 100 clipes assistidos por pessoa. A TV - aberta ou fechada - vai em direção oposta.

O YouTube é o site de vídeo mais popular e detém cerca de 40% da audiência online, quase dez vezes mais do que o próximo do ranking, a Fox Interactive, que registra apenas 3% da preferência dos internautas. Em seguida aparece o Hulu - site de vídeos formado pelos grupos NBC Universal e News Corp e tido como forte concorrente à hegemonia do YouTube, mas que ainda não emplacou - com 1,7% de participação.
A vantagem do Hulu é hospedar vídeos mais longos, com tempo médio de 10,1 minutos, enquanto no YouTube a média fica em 3,2 minutos. Mas o YouTube já se mexeu na direção de vídeos mais longos.

Os números tem que ser encarados como aviso de um mercado que move em velocidade até então desconhecida. É nisso que os executivos tem que pensar: estudar o movimento destas gerações, seu comportamento, suas decisões na direção de um mundo sustentável, sua liberdade - enfim - trazida fortemente pela Internet e tendo como principal meio de acesso o celular... pode apostar. Aí está o caminho. E falo aqui por experiência própria; pouquíssimos projetos sobre os quais trabalhei nos últimos anos não tinham esse tipo de tecnologia associada.

GC (com fonte Reuters)

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

O paradoxo da mudança


Quando analisamos os números do ensino superior brasileiro, podemos perceber o paradoxo que eles representam.

Os dados estatísticos relativos aos dez últimos anos (1996-2006) demonstraram o crescimento de um conjunto de indicadores que sinalizam tempos de tempestade e não céu de brigadeiro.

Vejamos então o paradoxo que o ensino superior vicência:

a) O número de IES, governo após governo, cresce constantemente.

b) O número de cursos e vagas atingem números fortíssimos seja por autorização governamental seja por uso ou abuso da autonomia universitária.

c) Implantação de novas formas e metodologias de ensino, destacando-se os cursos superiores de tecnologia e o ensino à distância.

d) O crescimento do número de matrículas das camadas menos favorecidas da população. Menos poder aquisitivo e nível cultural baixo. O diploma de curso superior como objetivo de consumo de classe “C”

e) A pós-graduação lato-sensu cresce rapidamente, oferecendo do ensino presencial e ou ensino a distância.

f) Os programas stricto-sensu se consolidam e o sistema capes é elogiando em todo o mundo

g) As taxas de evasão, inadimplência e ociosidade dispararam

h) A prática de descontos e “bolsas de estudo” atingiram patamares inadequados. A “guerra de preços” não esta considerando resolução de custos.

i) A não-receita cresce assustadoramente. Na maioria das IES o que se vê hoje é uma receita real menor do que aquela que deixa de ser produzida.

j) Por último, a questão da regulação. Crescem os mecanismos de controle de qualidade oriundos do Mec e seus diferentes setores. Adequar-se aos padrões exige das IES além do atendimento filosófico, um significativo investimento financeiro.

Se, de um lado, esse conjunto de indicadores representam números crescentes, de outro, existiam números que representam tendência de queda que são conseqüências desse PARADOXO:

  • O valor médio das mensalidades esta diminuindo
  • A relação candidato-vaga apresenta decréscimo constante
  • A relação ingressante-vaga atinge números tão baixos que o sinal vermelho para o atendimento ao cliente está aceso em todo país.
  • A lucratividade dos cursos e IES está despencando
  • Em função da queda da lucratividade o nível de competitividade vem diminuindo, tornando muitas IES presas fácies dos grandes “players”
  • Desde setembro, com a crise econômica mundial, o aceso ao crédito bancário e o financiamento de longo prazo estão mais dificies e mais caros
  • Em razão de todas essas variáveis a capacidade de adaptação das IES diminuem consideravelmente
Em síntese: cresce o número de IES, cursos, vagas e matrículas totais e ao mesmo tempo as IES sentem a diminuição
de número de candidatos matriculados e preço médio. Está é a essência do PARADOXO.


Fonte: CMNews

sexta-feira, janeiro 30, 2009

O gênio da lâmpada e a comunicação dirigida


A marca que não fizer comunicações dirigidas para cada um de seus públicos estará condenada à pior das maldições: ficar esquecida para sempre. Se o gênio da lâmpada aparecesse hoje, teria que mudar o discurso padrão. A era da comunicação de massa já era.

Basta ver que termos como “horário nobre” perderam toda a sua nobreza com a evolução das mídias fragmentadas - como internet e celular - em que as pessoas são impactadas a qualquer hora, de qualquer lugar. Assim, o “um por todos” cada vez mais dará lugar ao “todos por um”, fazendo com que ações “focais” se tornem – em tempos de crise – tão importantes quanto as virais. E muito mais rentáveis.

Afinal, o poder passou de uma vez por todas para as mãos do consumidor, cada vez menos receptivo às publicidades “tradicionais”. Ele agora quer interagir com a mensagem, alterar o conteúdo, fazer sua própria versão e convidar os amigos para ver o resultado. Deixou de ser apenas um número nos relatórios de audiência para ter nome e endereço completos. E sentindo sua importância crescer, muitas vezes ousa até desafiar as próprias marcas.

Fico imaginando, por exemplo, como seria a receptividade ao gênio da lâmpada nos dias de hoje. O “consumidor moderno” provavelmente duvidaria bastante da tal mega oferta dos três pedidos. E, principalmente, teria uma imensa dificuldade para engolir aquele discurso genérico padrão – já que, hoje em dia, cada consumidor pode responder aos estímulos de uma forma diferente. Acho que seria mais ou menos assim:

1. O desafiador

- Nossa, é o que eu estou pensando? Deixa eu esfregar esse troço pra ver se…
- Ó meu amo! Obrigado por me libertar!
- Não acredito! É o gênio da lâmpada!!!
- Eu mesmo, ó meu novo senhor! E em retribuição por ter me libertado de séculos de sofrimento, concedo-lhe o direito de fazer três pedidos, ó meu amo.
- Jura? De verdade???
- Sim, ó meu novo amo e senhor.
- Então, antes de mais nada, me esclarece uma dúvida: por que te chamam de “gênio da lâmpada” se esse troço de onde você sai não tem nada a ver com uma lâmpada?
- Bom, ó meu amo e senhor… na época em que fui aprisionado, ainda iluminavam os cômodos dos palácios com recipientes assim cheios de óleo incandescente…
- Sorte sua: com essa barriguinha aí, você ia sofrer muito mais pra entrar em uma lâmpada incandescente dos dias de hoje… Isso se não te obrigassem a entrar em uma fluorescente…
- Mas, graças ao meu novo amo e senhor, eu…
- Primeiro pedido: para de me chamar assim. Pode ser?
- Pedido concedido, ó meu… brou.
- Isso, bem melhor assim. Agora me esclarece uma outra dúvida: e se eu pedir algo impossível de ser realizado?
- Eu farei o possível e o impossível para poder lhe retribuir o favor, ó meu nego.
- E se for um pedido que você não pode realizar de jeito nenhum?
- Eu posso realizar qualquer pedido, ó meu chapa.
- Ah é?
- Hum-hum.
- Então agora eu quero ver: desejo saber quantos anos tem a Glória Maria.

2. O capitalista

- Três desejos? Posso pedir qualquer coisa, né?
- Sim, ó meu novo amo e senhor.
- Então vamos lá, sem perder tempo. Pedido nº 1: quero que o meu número de pedidos seja multiplicado por 1 milhão.
- Mas, meu amo… Apesar de ser eternamente grato ao senhor, poderei realizar somente três deles…
- Tudo bem, sem problemas. Realiza esse meu desejo então?
- Desejo realizado, ó meu novo amo e senhor.
- Perfeito. Pedido nº 2: quero que todos os meus pedidos sejam realizados em dobro.
- Mas, meu amo… não sei se…
- Não pode qualquer coisa? Não é isso que tá no contrato?
- Sim meu amo, mas…
- Então, não tem o que discutir. Pode realizar, senão te processo.
- Está certo. Desejo realizado, ó meu novo amo e senhor.
- Falta mais um, né? Vamos lá: desejo que, a partir de hoje, eu passe a ocupar o seu lugar.
- Mas, meu amo… aí o que seria de mim?
- Não se preocupe. Você passa a trabalhar como meu assistente e, em troca, te dou 10% dos pedidos realizados. Fechado?

3. O economista

- Só três pedidos?
- Sim, ó meu novo amo e senhor.
- Eu não posso parcelar em mais vezes?
- Creio que não, ó meu novo amo e senhor.
- Mas quando esse valor vai ser reajustado?
- Temo que não haverá reajustes, ó meu novo amo e senhor.
- Hmmm, entendi… Política de contenção de gastos, né?
- Mas o senhor pode pedir o que quiser, e farei de tudo para realizar qualquer um de seus desejos, ó meu novo amo e senhor.
- Então posso gastar só um pedido agora e guardar os outros dois?
- Bom, geralmente eu costumo realizar todos os pedidos de uma vez só, ó meu novo amo e senhor…
- Mas eu preferia estudar melhor o mercado de desejos antes… Analisar todos os riscos com calma, e fazer um estudo mais apurado, sabe? É que você me pegou meio desprevenido…
- Tudo bem, ó meu novo amo e senhor. Se esse é o seu desejo, assim será: faça um pedido agora e realizarei os outros dois quando o senhor assim desejar.
- Legal! Posso pedir?
- Sim, ó meu novo amo e senhor.
- Desejo passar um dia dentro da cabeça do Barack Obama.

4. O desconfiado

- Por que três pedidos? O que eu fiz pra merecer isso?
- Me libertou de uma maldição que me obrigou a passar séculos preso dentro dessa lâmpada, ó meu novo amo e senhor.
- Lâmpada? Que lâmpada? Eu só dei uma chacoalhadinha nesse suporte de molho de salada para ver se ele ainda tava cheio…
- Mas esse seu gesto acabou com minha interminável agonia, e agora me sinto obrigado a retribuí-lo, ó meu novo amo e senhor.
- Que papinho mais estranho esse, hein? Me chamando de “amo”, querendo me agradar…O que você tá querendo em troca, hein?
- Não quero nada. Quero apenas realizar três dos seus desejos como forma de gratidão por ter me livrado dessa maldição, ó meu novo amo e senhor.
- Isso tá me cheirando a golpe… Quando a esmola é muita…
- O que eu posso fazer para provar que desejo apenas gratificá-lo, ó meu novo amo e senhor?
- Você jura POR DEUS que não vai pedir nada em troca? Jura?
- Posso jurar por Alá, ó meu novo amo e senhor.
- Então ajoelha aqui na minha frente e jura.
- Mas, meu amo… eu não tenho pernas…
- Sabia! Impostor sempre tem umas desculpinhas esfarrapadas.


5. O sádico

- Ó meu novo amo e senhor! Em retribuição por ter me libertado de uma maldição que me condenara a séculos de sofrimento, concedo-lhe o direito de realizar três desejos.
- Três? Precisa não. Um só já é suficiente.
- Como quiser, meu novo amo e senhor. E qual seria esse desejo?
- Quero que você volte lá pra dentro.

6. A masoquista

- Ó minha nova ama e senhora! Em retribuição por ter me libertado de séculos de aprisionamento, concedo-lhe o direito de realizar três desejos.
- Muito obrigada querido, mas só quero uma coisinha simples…
- Assim como desejar, ó minha nova ama e senhora. E qual seria esse único pedido?
- Me bate!

Ou seja, brincadeiras à parte, a marca que não fizer comunicações dirigidas para cada um de seus públicos estará condenada à pior das maldições: ficar esquecida para sempre.

E não precisa ser nenhum gênio para chegar a essa conclusão.

fonte: Eco Moliterno, Wunderman