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segunda-feira, junho 21, 2010
O futuro da internet
segunda-feira, agosto 31, 2009
Tipos Diferentes na Web

2 – Ligados - Usam celulares sofisticados e ficam bastante tempo online. Vivem satisfeitos com esses recursos, ligados em comunidades e hobbies.
3 – Veteranos desanimados – Usam muito a internet e menos celulares. Não estão tão satisfeitos com com TI e tecnologias de comunicação.
4 – Produtivos – São super otimistas sobre o poder da tecnologia para se manter atualizados, realizar seu trabalho e aprender coisas novas.
5 – Centrados em mobilidade – Eles adoram a funcionalidade dos celulares, mas usam menos a internet
6 – Conectados mas aborrecidos – Investiram muito em tecnologia, mas acham a conectividade invasiva e consideram tanta informação um peso
7 – Experimentadores inexperientes – De vez em quando usam os recursos de interatividade, mas poderiam explorá-los mais, se tivessem mais experiência
8 – Light mas satisfeitos – Usam um pouco de tecnologia, mas ela não ocupa um espaço central na vida deles
9 – Indiferentes – Apesar de ter celulares e acesso à internet, usam um e outro intermitentemente, e acham a conectividade uma atrapalhação
10 – Desconectados - Não têm celular ou acesso à web. Tendem a ser mais velhos e estão satisfeitos com a velha mídia
Exceto pela classe média talvez o estudo não reflita o cenário brasileiro, considerando a disponibilidade de infra-estrutura e acessos dos EUA. Lá a Pew não explorou a relação entre o poder de compra das pessoas e uso de tecnologia. Independentemente dos prós e contras, vale a pena baixar ele na íntegra aqui.
Um ponto interessante é que os "onívoros" tem idade média de 28 e há 10 estão online. Eles são os mais novos, já que os chipados, já disse, foram excluídos.O grupo que está mais próximo no sentido de antenados online (os mesmos 10 anos na rede, em média), os "produtivos", tem idade média de 40. Esse quadro está na página 39 (o estudo tem 65).
Deduzir o que então? Haverá uma migração no decorrer dos anos, com a idade média dos onívoros diminuindo e um equacionamento do tempo de antenados online. Mesmo que os 10 grupos continuem a existir, os 6 primeiros dominarão; em alguns anos talvez tenhamos veremos a extinção de alguns tipos - até para facilitar o estudo :-).
Giancarlo Colombo
sábado, julho 18, 2009
Os "Y" e seus mitos

Muitas das verdades sobre as atividades e as formas de conquistar os jovens adultos já não valem mais
Coisas como "adoram música, mas não querem pagar por ela e adotam de forma frenética as novas tecnologias; consideram que a família serve apenas para socorrê-lo nos momentos de apuro; são consumidores de drogas e álcool, tendendo ao extremo; interagem intensamente nas redes sociais, mas não gostam de relacionamentos duradouros; são indolentes, sedentários, com um grau elevado de irresponsabilidade" aparecem atribuídas a estes jovens como mitos, desde o surgimento da internet. Vale lembrar que muito disso decorre da "pensada" relação intensa que os "Y" tem com a web. Essa pesquisa veio então para derrubar estes mitos que algum dia alguém escreveu, outro achou que fazia sentido e aí veio o senso (in)comum de que eles (os Y) são assim.
O ponto "descoberto" é que os "Y" estão preocupados, sim, com uma educação de qualidade e uma boa carreira. Diferente do que se pensa, 41% esperam para ver em relação à uma nova tecnologia. Mais da metade pratica esportes ou faz alguma atividade física com frequência e tem como sua atividade preferida a companhia do parceiro; poucos bebem para ficar bêbados.
Tem um ponto relevante e interessante quanto a uma das poucas instituições sociais vivas: a coisa mais importante na vida destes jovens é a família — 77% passaram algum tempo com suas famílias na semana anterior, mesmo que só 49% vivam na casa dos pais. Os "Y" ainda afirmaram que na semana anterior à pesquisa haviam lido mais livros do que acessado as redes sociais, o que dá a idéia de valor que existe ainda nas relações sociais reais.
25% assiste com frequência comerciais e clips de marketing em sites de vídeo e em outros sites de redes sociais. Quase a metade já clicou em anúncios e banners, e um mesmo número já carregou conteúdos de marcas e produtos no Messenger ou por SMS. Aliás, diz a pesquisa que em média esse jovem gasta aproximadamente US$ 100 por mês com seu equipamento móvel.
A importância da música nesta faixa etária está caindo, assim como seu valor enquanto veículo de promoção de marcas, porém, esse grupo tem disposição para se relacionar com as marcas e produtos.
Agora tem algumas constatações bem mais explícitas que é só olhar para dentro de casa e ver: o PC passa a ser o principal dispositivo de mídia; não dá prá viver sem ele, diferentemente da TV que está sendo deixada de lado por estes jovens - numa relação de 1 que não assiste para 7 que ainda usam. Há um longo caminho ainda mas veja alguns dados: dois terços desse grupo baixam conteúdo de TV por downloads ou streaming uma vez por semana. Li uma post recente no site da CISCO, falando sobre a "killer application" do futuro, o vídeo. É uma tendência sem volta. Email virou coisa de "véio" - como já postei por aqui.
Entra também um ponto importantíssimo: os padrões de consumo de mídia mudaram muito rapidamente - e com eles o papel das redes sociais, dos comunicadores instantâneos - estou começando a achar que o meu Twitter é exatamente isso, mas em escala bem maior, um "comunicador social instantâneo" - e dos shows de mídia online e inevitavelmente continuarão a mudar. Você tem ainda alguma dúvida?
Giancarlo Colombo
segunda-feira, março 23, 2009
O que você está fazendo agora, Twitter?
O CEO em questão, Evan Williams, conta rapidamente para que o Twitter foi imaginado originalmente e para onde a ferramenta está evoluindo, sozinha, e que ainda não existe um modelo concreto de negócio - tal qual o Facebook também. Links patrocinados, em minha opinião, virão em breve no meio dos nossos twits. Já pensou uma daquelas aparições do Obama com um anuncio da Coca Cola?
Agora, para entender de forma (muito) fácil como funciona o Twitter, veja o vídeo da Commoncraft (em inglês):
Aí você percebe que o Twitter é uma plataforma que permite a um usuário publicar mensagens curtas (até 140 caracteres) e formar uma rede de seguidores, que tem hoje mais de 7 milhões de usuários, apenas 3 anos depois de seu lançamento, e que usa de forma muito interessante a mobilidade dos celulares e smartphones.
Nos negócios, o uso da ferramenta vem se disseminando. A rápida troca de informações que a plataforma permite vem inspirando grandes empresas nos EUA, como a Dell, Motorola e Jet Blue, que usam o Twitter para divulgar promoções e até dar suporte técnico a consumidores. E olha que o entendimento em como usar está apenas começando.
Se realmente eles investirem em buscas contextuais como é o boato que corre, o projeto pode ficar bem mais interessante. Tem já muita gente brincando e programando sobre a plataforma - veja aqui o Twitter Fan Wiki -, mas o que vai determinar o sucesso duradouro será o até agora não apresentado modelo de negócios. Vamos esperar prá ver - mas já fiz aqui duas das minhas apostas. Enquanto isso, veja o vídeo do Evan Williams falando sobre o serviço (em inglês).
Só para finalizar: uma forma que tem dado resultado é ter mais de uma conta, ou seja, uma para cada atividade (profissional e pessoal, por exemplo). E esse, o SplitWeet, é um gadget que pode ajudar a fazer isso.
quarta-feira, março 04, 2009
Mobile Marketing e seus anunciantes

Faz um certo tempo que não falo sobre Mobile Marketing, um mercado ainda incipiente e com grandes oportunidades de crescimento considerando que ultrapassamos em dezembro passado a barreira de 150 milhões de celulares, e de grande trabalho pela frente pois só 7% destes usuários usam a Internet nesses aparelhos.
Estes usuários - até onde percebo - são aqueles formadores de opinião, tipicamente que vivem em grandes concentrações urbanas, usam smart phones (muitos deles corporativos), parte significativa é da geração touch (iPhone, similares e genéricos), e não engolem qualquer tipo de mensagem. E aí retorno no que comentei há muitos posts atrás sobre o medo das agências sobre os processos digitais; sempre paramos neste ponto. Elas destinam menos que 5% do bolo publicitário, optando (de novo, mesmo com o IBOPE caindo dia após dia) para a TV aberta, jornais e revistas - nesta ordem.
Lembro que quando tive oportunidade de ajudar a Lucent na venda da rede 3G da Vivo, o mercado ainda caminhava com os players de aplicativos buscando oportunidades nas operadoras, com modelos de negócio sem definição - aliás, lembro que muitos deles tinham que pagar para trafegar seu game ou MMS
na operadora.
Felizmente o modelo mudou e hoje já temos melhores experiências e em mobile surgiu o conceito de AdNetwork, que é uma estratégia para unir os players e valorizar o mercado de mobile advertising. É a forma encontrada para valorizar o espaço publicitário em celulares - a melhor por enquanto, diga-se de passagem.

Outra coisa que vale contar aqui é que quando gerenciava a área de tecnologia da Parmalat, lancei o primeiro web site para Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do país - isso em dezembro de 1995, no quinto mês de vida da Internet comercial no país.; sucesso total na época, ficou com o mesma construção por (pasme) 8 longos anos quando então mudaram a estrutura do WebSite.
Hoje recomendo que se faça o mesmo, investindo num site para Mobile, atraindo anunciantes. Se você tiver dúvidas quanto a potencialidade, veja essas métricas da AdMob Mobile Metrics Report.
Quando tivermos mais anunciantes (derivados das estratégias das agências) e ações bem estruturadas dos grandes veículos de mídia do país, poderemos enxergar melhor a potencialidade do Mobile Marketing. E, para ilustrar um pouco tudo isso, segue aqui uma lista do "Best Mobile Sites 2007 Edition" do pessoal da Ziff Davis Media, que vive para isso mesmo - e gostam do que fazem (artigo em inglês).
GC
terça-feira, janeiro 27, 2009
Internet Móvel: A.I. e D.I. (antes e depois do iPhone)

Não tem jeito, qualquer pessoa que usa o iPhone pela primeira vez fica encantada com o aparelho e suas funcionalidades - GPS, Touch Screen, navegação Web, App Store, Acelerômetro. Vale fazer uma pausa aqui. As primeiras pessoas que usaram este aparelho são formadoras de opinião, das altas classes sociais e com posição de destaque no mercado de trabalho, o que muda tudo quando o assunto é investimentos em marketing.
Aqui está o “pulo do gato” para uma revolução que só está começando. Quando os profissionais do mercado publicitário - entende-se anunciantes, agências, veículos, incluindo do presidente ao estagiário - começam a usar o iPhone como o seu celular do dia-a-dia, todos “sentem na pele” o potencial absurdo de interatividade e branding que o aparelho permite.
Neste momento, recordo o meu início na área de Web (pré-bolha), quando queríamos fazer websites e, em várias reuniões, recebíamos sonoros “nãos” de diretores de marketing, que falavam que não era importante ter um site Web para a marca deles, pois ninguém iria acessar (a grande verdade é que eles não acessavam a Web e, portanto, não viam muita importância nela). Sabemos que a realidade hoje é bem diferente: não conheço nenhum anunciante que não tenha um website e não acredite no crescimento deste meio.
Mas, voltando ao iPhone, tão importante quanto o aparelho é a conexão. Aqui vale destacar o lançamento em massa das redes 3G das operadoras em 2008. Esse público classe A está acostumado a navegar em banda larga nas suas casas e escritórios e, portanto, não aguenta mais navegar na “Internet discada”. Junto com a velocidade, existem os pacotes de dados, no qual o usuário paga um valor fixo e navega à vontade (nota: se você não tem um pacote de dados, não use o iPhone, a chance de você ter que vender a geladeira para pagar a conta de telefone no final do mês é grande).
Velocidade (além do 3G, não podemos esquecer da conexão WiFi), ótima experiência de navegação e mobilidade formam um tripé imbatível. Tanto que os hábitos estão sendo mudados. Eu, por exemplo, quando estou em casa e preciso acessar a Internet, utilizo o iPhone em 90% dos casos. Vários outros conhecidos fazem o mesmo. É muito mais fácil do que ir até o escritório, ligar o computador, abrir o browser etc. Dá até para ficar brincando na Internet, assistindo à TV, sem ter que ficar queimando as pernas com aquele notebook pesado em cima de você.
O que falta, então, para este produto se massificar? A resposta, com certeza, é o preço, pois não podemos esquecer que moramos num País do Terceiro Mundo, ops… emergente. Atualmente, os especialistas falam em cerca de 500 mil iPhones no Brasil. Logo, logo, serão 1 milhão. Já existem, hoje, outros aparelhos similares de marcas como Samsung, G1, BlackBerry e Nokia que formam esta nova categoria, fora todos os futuros lançamentos, que tornarão a base ainda maior. E aí surge o ganho de escala, que permite uma queda drástica do preço. Veja por exemplo que, pouco tempo atrás, uma TV de LCD de 40 polegadas era quase o preço de um carro 1.0!
Mesmo com “preços altos”, começam a surgir curiosidades. Recentemente, vi uma pesquisa na qual um jovem pertencente à classe C/D e que não possui computador próprio havia comprado um iPhone de segunda mão (já tem gente vendendo iPhone usado por menos de R$ 500,00). Questionado sobre o motivo da escolha do iPhone, a resposta foi a seguinte: “Pra que comprar um computador?… O meu iPhone é um celular (inclusive, já fiquei com algumas meninas por causa dele), um MP3 Player e um computador com acesso à Internet grátis. É só usar o WiFi ao lado de cafés com redes abertas!”
Não tenho dúvida que, no médio prazo, a “categoria iPhone” será uma categoria massificada, levando a reboque a explosão da Internet Móvel. No Reino Unido, por exemplo, o número de acessos à Internet por meio de dispositivos móveis cresceu 25% no terceiro trimestre de 2008 em relação ao mesmo período do ano anterior. Outro estudo, realizado pelo Pew Internet & American Life Project, aponta que o celular será o principal meio de acesso à Internet em 2020.
Daqui a pouco, não ter um site móvel será o mesmo que não ter um “site tradicional”. Ou você acha que um site feito para uma tela de 15 polegadas vai ficar 100% legal numa tela de 3″? Os portais de conteúdo estão se mexendo: lançaram suas versões para iPhone e já estão vendendo espaço publicitário. Para os anunciantes é muito interessante, pois, para quem ainda não sabe, as taxas de clique em banner no celular gira em torno de 5%, uma enormidade perto dos 0,1% médio do banner na Web. Em uma tela pequena, o banner é muito mais visível, já que percentualmente ocupa um espaço maior que na Web!
Este é o cenário! As empresas que não estão preparadas já estão atrasadas e causam insatisfações em seus clientes. Infelizmente, ainda não consigo entrar no site do meu banco, porque o teclado virtual não funciona no iPhone. Enquanto eles não desenvolvem a solução, minha única saída é reclamar com o SAC, mas talvez o banco só vá se mexer quando o presidente tentar entrar no seu próprio site, pelo iPhone que ele ainda vai usar, e não conseguir.
fonte: Marcelo Castelo, F.Biz
terça-feira, janeiro 20, 2009
Tendências para a Internet em 2009

Embora falar de tendências no início no ano seja um tanto lugar-comum, 2009 reserva grandes crescimentos para o marketing digital e a publicidade on-line. Assim, vale a pena conhecer e analisar as previsões para esse ano que está começando.
Primeiramente, se olharmos para o último ano, vemos na internet um ambiente onde 27% da população brasileira está presente, mas com ainda muito espaço para ser explorado. De acordo com o Ibope/NetRatings, no final de 2008 o Brasil tinha quase 50 milhões de pessoas com acesso a internet.
Em 2009, com a crise financeira, será mandatório para os anunciantes buscarem a maior eficiência. Assim, serão beneficiadas as mídias que oferecem métricas reais e a verdadeira mensuração do resultado, permitindo que os anunciantes tenham retorno imediato do desempenho de suas campanhas. Tudo isso é oferecido pela internet, se tornando assim o meio mais indicado para os investimentos em tempos de crise. Diversas empresas estão estudando o aumento dos investimentos reservado para esta mídia ou até mesmo migrando parte de suas verbas para o on-line.
Sobre os usuários e seus hábitos, a Deloitte realizou uma pesquisa na qual ouviu mais de dois mil norte-americanos, que mostra como a internet está ganhando força. O estudo revelou que seis em cada dez americanos gostariam de fazer downloads e assistir conteúdos on-line em suas televisões; que aproximadamente 59% ouvem música on-line e 52% assistem a vídeos pela internet.
Outro ponto que merece grande atenção para 2009 será o desenvolvimento do uso da internet nos celulares. Segundo um estudo da Comscore, entre 2007 e 2008, o número de usuários da web através de celulares aumentou 68% nos EUA e 38% na Europa. No Brasil, muitos já utilizam esse serviço, mas esse ano, através do 3G, dos aparelhos de navegação mais simples e de maior instrução, haverá uma popularização muito maior, aumentando consideravelmente o número de internautas que utilizam o celular para acessar a rede.
Por isso, a cada ano se concretiza a importância de integrar a internet na estratégia de Marketing. Através desse panorama podemos confirmar que em 2009 aumentar os investimentos no meio digital é necessário para a obtenção de resultados. Diversos segmentos já indicaram maior investimento em on-line para esse ano – montadoras, construtoras, entre outros – alegando que necessitam de mais eficiência no resultado das campanhas e querem atingir os consumidores no momento em que estão prontos para a compra.
Fonte: Mundo do Marketing
quinta-feira, janeiro 15, 2009
Mundo Digital. A era 3.0 está chegando
Se já estava difícil para as empresas se adaptarem aos novos desafios do mundo 2.0 - pois tudo agora é 2.0!! - imaginem o que se passará na cabeça dos empresários, e mesmo dos profissionais de Marketing, quando entenderem que a nova onda já está chegando, a WEB 3.0. Mesmo os negócios voltados para as classes populares tiveram que entender e procurar se adequar rapidamente à realidade trazida pela Internet. Hoje há quase 60 milhões de jovens das classes CDE que em breve se casarão, con stituirão famílias e ditarão os rumos do consumo no país. Esses jovens estão hoje conectados, via internet ou celulares e frequentam comunidades virtuais como frequentam bares.
Sendo assim, é fundamental saber como se comunicar com esse público, pois hoje temos mais de oito milhões de e-consumidores no país. A internet há muito deixou de ser um meio de diversão ou um veículo que impacta somente uma pequena camada da população. O Brasil é o primeiro em navegação domiciliar, com 23 milhões de lares conectados, seguido por EUA, França, Austrália e Japão. Quase metade dos internautas brasileiros navega em cyber cafés e lan houses. O brasileiro navega o equivalente a mais de 24 horas no mês e há mais de 15 milhões de pessoas conectadas em um único canal de mensagem instantânea.
A era da WEB 2.0 é marcada pela interação, pela participação, pois trouxe o consumidor para o palco, permitindo que sua voz fosse ouvida, que suas mensagens fossem levadas a sério pelas empresas e fez com que cada cidadão se transformasse em mídia. E essa realidade impacta diretamente as empresas e o consumo em geral, pois o internauta tem o poder de influenciar tanto na formatação de novos produtos como de gerar até mesmo a ruína de uma marca, dependendo de suas ações e de seu poder de influência.
Há vários casos de empresas que criaram blogs para se aproximarem de seus clientes, como outras que tem monitorado de perto as redes sociais mais importantes para acompanhar o que é comentado sobre seus produtos ou serviços e com isso procurar interagir, de diferentes formas, no sentido de minimizar insatisfações apontadas pelos consumidores.
A nova onda, a WEB 3.0, também chamada de Web Semântica, por sua vez se caracterizará como a Internet inteligente, que transformará o conteúdo ainda desorganizado da internet em informação relevante para a tomada de decisão, através do cruzamento de dados. Isso evitará que recebamos uma “enxurrada” de páginas inúteis a cada busca realizada, por exemplo. Ao mesmo tempo, haverá cada vez mais sintonia entre o perfil de quem realiza a busca e as ofertas a ele apresentadas.
Ainda há uma longa jornada a ser percorrida, pois essa nova etapa depende de mais investimentos em tecnologia, para processadores cada vez mais potentes, e da unificação de padrões, o que não é nada fácil de ser obtido.
Se por um lado esse futuro se mostra fascinante em termos de oportunidades de novos negócios e de agilidade no acesso a muitas informações, por outro tem trazido à tona, cada vez mais, os questionamentos sobre privacidade e sobre ética, tendo em vista certas atividades impetradas pelas organizações voltadas para o desenvolvimento dessa nova onda.
Para as empresas o que se torna imperativo é o acompanhamento dessa (r)evolução, para que não sejam pegas de surpresa quando essa nova onda - ou talvez seja um “tsunami” - chegar.
Fonte: Mundo do Marketing
terça-feira, janeiro 13, 2009
Twitter e a snack culture

Tenho recebido muitas indagações sobre a real utilidade do Twitter, que pode ser definido, à primeira vista, como uma rede social na qual pessoas e amigos descrevem ações e acompanham detalhes do cotidiano de desconhecidos.
O grande trunfo do Twitter é, aparentemente, esse: como em um verdadeiro Big Brother, os usuários matam sua curiosidade ao acompanhar a vida alheia. A tamanha popularidade deste tipo de ferramenta chamou, é claro, a atenção das empresas, especialmente das áreas de marketing, nas quais os profissionais têm muitas dúvidas sobre a amplitude do Twitter e como ele pode ser utilizado para conectar marcas e consumidores, agregando vantagens competitivas.
Confesso que, em um primeiro contato, considerei o Twitter bastante inútil. Afinal, o que uma ferramenta em que você fica o tempo todo respondendo a uma única pergunta - o que está fazendo? – pode agregar às marcas? Enfim, qual a lógica de ler o que os outros estão fazendo e ficar o tempo todo postando o que você está fazendo?
Se o Twitter tivesse apenas esta simplicidade, seria uma cópia de outras redes sociais e ficaria, com certeza, restrito a adolescentes e determinados nichos. Porém, seu potencial é muito maior. Esta ferramenta, fundada em 2006, por uma empresa de São Francisco, nos Estados Unidos, quebrou paradigmas e tem como principal característica limitar as mensagens em até 140 caracteres. Esta restrição, em pouco tempo, concretizou definitivamente o sucesso do Twitter.
Ao limitar o tamanho dos posts, que inclusive podem ser enviados pelo celular, a ferramenta sai na frente dos blogs – mais rápida e prática para postar mensagens – e se adéqua definitivamente a um fenômeno, descrito na capa da Wired de alguns meses atrás, como Snack Culture - o consumo de conteúdo cada vez mais rápido e superficial e baseado em um mundo cada vez mais digital.
Isso faz total sentido: o tempo de atenção que dispensamos para um assunto é cada vez menor e a tecnologia tem que se adequar. Os vídeos no YouTube, por exemplo, são limitados a dez minutos.
Ok! Mas, voltamos ao Twitter, uma alternativa interessante de mídia digital para os próximos anos. Como as empresas podem aproveitá-lo? Existem diversas formas, entre as quais vale destacar:
- Pesquisar o que estão falando da sua marca ou do seu produto. Para isso, basta entrar no search.twitter.com;
- Abrir um canal de comunicação e suporte aos seus consumidores, como fez a Comcast, maior operadora de TV da cabo dos EUA;
- Divulgar conteúdos e informações em primeira mão para os consumidores que optarem por te seguir, como fez o canal Telecine;
- Transmitir ofertas de produtos e promoções, como Amazon;
- Prestar serviço, informando, por exemplo, cancelamento de vôos, como fez a Delta.
Estes são apenas alguns exemplos básicos de como o Twitter pode rapidamente ajudar a sua empresa a ganhar ainda mais popularidade e conquistar consumidores. Muitas já aderiram a esta tecnologia e estão, inclusive, substituindo blogs corporativos pelo Twitter. É a snack culture em ação com força total.
*Marcelo Tripoli, da iThink + blog ifound.com.br
terça-feira, janeiro 06, 2009
Ranking da Morotola tem mais de 100 cidades digitais

Mais de cem municípios da América Latina se inscreveram no Ranking Motorola de Cidades Digitais, primeiro estudo que será realizado na região com o objetivo de conhecer o nível de digitalização das cidades participantes.
Os municípios inscritos são de países como Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, México, Paraguai, Peru, Equador e Uruguai. Devido à grande quantidade de cidades interessadas, o prazo de inscrição foi prorrogado até 31 de janeiro.
O Ranking Motorola, elaborado pela consultoria Convergência Research, é fundamentado em variáveis que identificam o nível de inclusão digital entre diferentes atores sociais, divididos em três grandes grupos: cidadãos, empresas e administração pública. Essas variáveis são mensuradas e padronizadas mediante indicadores estabelecidos para as diferentes cidades.
Dessa forma, é possível identificar o nível de digitalização dos municípios e elaborar um ranking geral para toda a América Latina.
“Para qualquer cidade, seja qual for sua localização ou tamanho, a digitalização significa um grande avanço rumo a uma verdadeira sociedade da informação. Trata-se de oferecer novos serviços aos cidadãos, como acesso a diferentes fontes de informações, facilitar as operações do dia-a-dia ou consultar órgãos públicos”, destaca Ramón Sierra, diretor de canais e desenvolvimento de negócios da Motorola.
O Ranking Motorola de Cidades Digitais é composto por duas etapas. A primeira fase vai analisar o nível de digitalização das cidades com base nos empreendimentos desenvolvidos pela administração pública. Durante a segunda etapa, será realizada uma pesquisa quantitativa e qualitativa nas primeiras 20 cidades do ranking.
fonte: UOL
sexta-feira, julho 25, 2008
Você está pronto para o Mobile Marketing?
Esse tipo de ação é muito apropriado quando falamos em agregar valor a um serviço. Por sua natureza unidirecional, é um "plus" que uma empresa pode oferecer para colocar seus clientes a par do que está acontecendo, manter o relacionamento com eles lembrando que a marca está acompanhando as necessidades dos clientes e apta a dar retorno - imediatamente.
Quando utilizada em conjunto com e-mails, essa técnica torna-se ainda mais atraente e relevante. Imagine o seguinte cenário: você mantém um relacionamento com seus clientes por meio de e-mails. Por meio desse canal, você recebe dados valiosos sobre a relevância da comunicação, interesse do cliente, interação e envolvimento que ele mantém com tua marca.
Você vai lançar uma promoção-relâmpago em seu site programada para durar somente quatro horas. Você já sabe, de antemão, que determinados clientes mostraram interesse naquele produto específico. Nada mais justo que disparar um SMS aos melhores clientes, avisando-os de que aquele produto está disponível na promoção em curso.
Por sua vez, as ações de SMS MO (Mobile Originated) são aquelas em que o usuário é quem inicia a ação, enviando um torpedo para participar. Para este tipo de ação, faz-se necessário estabelecer um Large Account (LA), um número único que serve como agregador de todas as mensagens da ação.
O opt-in pode ser feito por meio do envio de um SMS para este LA (exemplo: "envie um SMS para o número XXXX e receba a previsão do tempo no seu celular", onde XXXX é o número do LA). Este tipo de ação permite uma flexibilidade muito maior do que ações MT, já que oferece a possibilidade de interação do usuário com a marca.
Além de poder integrar uma estratégia de relacionamento, a utilização de ações SMS MO abre o espectro de possibilidades para promoções, eventos, serviços e outras ações. O exemplo mais simples é o das promoções do tipo "envie o código da embalagem para XXXX e concorra a prêmios", ou, ainda, "envie um SMS para XXXX e receba notícias diárias."
Mas essas ações não se restringem a isso. Partindo do pressuposto de que você tem a intenção de permitir a interação do usuário com tua marca, a criatividade é o limite para a realização desse tipo de ação. Seguindo o exemplo do tópico anterior, imagine o seguinte cenário: tua marca está patrocinando um evento e você pretende promover uma ação inovadora no estande da empresa.
Você pode disponibilizar uma iluminação especial e convidar as pessoas para enviarem um SMS sugerindo as próximas cores para esta iluminação. Ou, então, você pode promover uma "caça ao tesouro", em que os interessados que enviarem um SMS para participar recebem uma pista. O usuário que desvenda a pista e envia a resposta via SMS para o LA irá receber outra pista via SMS, e assim sucessivamente até encontrar o grande prêmio. Enfim, como você pode ver, as possibilidades são imensas nessa busca frenética por um prêmio.
Quando se fala em ações mobile, é bem ter sempre em mente a questão da aprovação. Todas as ações que envolvam envio de SMS precisam obrigatoriamente da aprovação de todas as operadoras envolvidas. O problema é que cada operadora utiliza seus próprios critérios para aprovar ou não um projeto. Algumas são mais rígidas de que outras quanto ao conteúdo; outras limitam o número de mensagens que podem ser enviadas num determinado prazo de tempo para seus clientes.
Não deve ser surpresa se alguma operadora tirar seus clientes de certas ações. Além disso, outro aspecto importante é o número de LAs disponíveis hoje no mercado. Esse número é restrito, limitado e a maioria já está sendo utilizada. Assim, caso você deseje fazer uma ação SMS MO, planeje com antecedência, pois você pode ter de esperar algum tempo na fila até que um LA esteja disponível.
Uma estratégia que sempre funciona bem é a conjunção de uma ação Mobile com outras "tradicionais". Fica então a dica: preocupe-se sempre com o conjunto, com uma ação perfeitamente amarrada e integrada em todos os pontos possíveis. Montar uma ação Mobile simplesmente por que "é bacana" traz sempre consigo o risco de ser encarada como perfumaria, como algo desconexo do ambiente em que está inserida, e pode acabar não levando ao resultado esperado.
Coerência, sempre, somada a muita inovação!
Fonte: Fábio Zucchetto


